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Julgamento

Mais três réus são condenados por morte de policial e as penas somam 135 anos

Já são seis condenados pela justiça, faltando apenas mais duas sessões de julgamentos para finalizar

15 maio 2018 - 08h58Por Da redação

Ontem  (14) ocorreu a segunda sessão do julgamento de réus acusados pela morte do policial da reserva Otacílio Pereira de Oliveira, em 2013, em Três Lagoas.

Este segundo julgamento teve início ás 9h no Fórum de Três Lagoas e durou praticamente 14 horas. Os réus foram condenados e  João Carlos Olegário da Silva foi condenado a 34 anos de prisão, Jorge Aparecido dos Santos a 51 anos e Jair da Costa Silva a 50 anos. Eles já estão presos em unidades de detenção do Estado.

O terceiro julgamento será na próxima semana, 23 de maio, ocasião em que serão julgados os réus Thiago Cintas Bertalia, Ivan Verdugo Maciel, Michel Cazeto Ortiz, Fernando Rodrigues Monteiro, Jhonatan dos Santos Avelino e Douglas dos Santos Almeida.

Na última sessão marcada para o dia 30 de maio os réus  Luis Felipe Miranda Rios Saito, Fabrício da Silva Almerindo dos Santos, Ederson Santos de Oliveira, Francolino Teixeira da Silva e Fernando Anselmo dos Santos devem passar por julgamento do Fórum de Três Lagoas.

Morte do policial

O policial militar  que também atuava como mototaxista em Três Lagoas, estava na reserva e foi executado na noite de 6 de março de 2013, quando chegava em casa em uma motocicleta. A mulher da vítima disse à polícia ter ouvido o barulho e encontrou o policial ferido pelos tiros. Antes de ele morrer, Otacílio contou para a esposa que havia sido atacado por quatro pessoas.

O próprio sobrinho de Otácilo fazia parte da organização criminosa e teria indicado o tio para a morte. Ele foi escolhido por ser supostamente um alvo fácil. Ele sabia que o militar aposentado tinha trabalhado a maior parte da vida no administrativo e não andava armado.

Em 2013 o Garras (Delegacia Especializada em Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros)  ficou responsável pelas investigações e 21 pessoas envolvidas na execução foram indiciadas. Disso, 19 foram denunciados, sendo que 17 supostos integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital)  tiveram a denúncia acolhida e foram mandados a júri popular.

Foi atribuído que o grupo de criminosos tinha o objetivo de cumprir um “salve”, ou seja, uma ordem vinda de um integrante maior, detendo do Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande. A determinação era para que os integrantes executassem policiais em Três Lagoas, com o intuito de demonstrar a força da organização criminosa.

 

 

 

 

 

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