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Na sessão de hoje

Vereadores retiram regime de urgência e servidores tem nova possibilidade de negociação com prefeitura

Os trabalhadores estiveram em peso na Câmara como forma de pressionar os parlamentares que indicaram apoio a causa nas últimas semanas

11 junho 2018 - 15h01Por Da redação

Em sessão extensa e antecipada para esta segunda-feira (11), vereadores debateram  novamente em torno do reajuste salarial dos servidores municipais que por meio do Sindicato dos Servidores Públicos Municipal (SSPM) rejeitaram em Assembleia Geral a contraproposta do executivo apresentada na semana passada. O projeto de lei que tratava do reajuste e estava sob regime de urgência foi retirado da pauta, após pressão e comparecimento dos trabalhadores que exigiram uma resposta positiva dos parlamentares.

A contraproposta da administração foi apresentada com o aumento de 3% no salário base dos servidores efetivos, congelamento do vale alimentação, reajuste de R$ 12,50 para 13,50 para vale refeição e reajuste zero para comissionados. Essa tratativa foi dita como final e o projeto de lei de número 50 foi encaminhado pelo poder executivo a Câmara na sexta-feira passada em regime de urgência  para apreciação e votação nesta segunda.

O sindicato fez um chamamento aos servidores que lotaram a Casa de Leis nesta manhã, como uma maneira de pressionar e cobrar de maneira efetiva o apoio dado pelos vereadores nas últimas semanas.

Logo ao início da sessão  o presidente da Casa, André Bittencourt pediu para que os servidores não manifestarem em desordem, mas foi vaiado e recebeu uma negativa dos trabalhadores.

Em seguida, Antônio Carlos Modesto ocupou novamente a tribuna onde solicitou que os vereadores retirassem a medida de urgência do projeto de lei número 50. Ele explicou que se fosse realizado dessa forma os trâmites deixariam de ser um acordo coletivo e passariam a ser imposição, o que não constitui uma democracia. Os servidores reivindicaram dos parlamentares o voto a favor da retirada do projeto de lei.

“Peço ao senhor presidente e aos demais vereadores que votem a favor da retirada da urgência, estamos representando 2500 servidores, não receber ao sindicato é o mesmo que não receber esses trabalhadores” disse Modesto.

Ele salientou que com os graves aumentos de custo de vida: gás, cesta básica, energia elétrica e etc, os servidores com salários mais baixos pensam e necessitam do mínimo de reajuste no salário e o aumento  no valor do vale alimentação.

Na visão do sindicato existe verba e essa deve ser primeiramente utilizada para os colaboradores. Modesto disse que é um investimento e não um peso para administração. “Existe um entendimento sobre a importância das obras, mas o trabalho dos serviços deve ser valorizado” afirmou o presidente do SSPM.

Akira, Marcus Bazé, Renée Venâncio, Sargento Rodrigues, Flodoaldo, Gilmar Garcia, Tonhão, Jorge do Gás e praticamente todos os outros parlamentares concordaram com o posicionamento dos servidores,  a maioria usou a tribuna e afirmou que o voto seria a favor, pedindo a retirada do regime de urgência.

Estado de greve

Em entrevista, Antonio Carlos Modesto disse que os servidores não estão em greve, estão em “estado de greve” o que significa o alerta pois, caso não haja mesmo uma retomada de negociação, aí sim, eles podem fazer nova Assembleia Geral e partir para o chamado “indicativo de greve” que se resume a paralisações e protestos.

Modesto ainda salientou que o Sindicato não deseja a greve e que o objetivo é fazer nova reunião com a presença do prefeito e demais secretários para que de maneira ordenada e com conversa democrática haja o entendimento e possível revisão dos valores.

Retirada do regime de urgência

Ao usar a tribuna, o líder do prefeito vereador Realino disse que é preciso encontrar uma solução com prudência e responsabilidade para resolver definitivamente a questão. “Precisamos de uma política de resultados, discurso sem apontar solução não convence” argumentou o parlamentar que em seguida pediu a retirada do regime de urgência do projeto.

Dessa forma a pedido do Sindicato em ofício protocolado nesta manhã, uma Comissão Especial da Câmara  fará a assistência necessária nas próximas negociações com a prefeitura.

Bittencout designou que três vereadores auxiliem o sindicato nas negociações. Foram nomeados os parlamentares Realino, Apóstolo Ivanildo e Cascão.

Agora os servidores tem uma nova possibilidade de retomada das tratativas relacionadas ao reajuste salarial, vale alimentação e refeição e condição dos comissionados.

 

 

Fonte: Expressão MS

 

 

 

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