O WhatsApp se consolidou como a principal ferramenta de comunicação do nosso dia a dia, servindo tanto para bater papo com amigos quanto para fechar negócios. Apesar de ser indispensável, o aplicativo ainda guarda pequenos inconvenientes de usabilidade. Quem nunca se irritou ao ter que salvar o número de um desconhecido na agenda apenas para tirar uma dúvida rápida sobre uma compra? Ou perdeu um bom tempo procurando uma foto antiga no meio de uma infinidade de links e documentos? A boa notícia é que existem rotas alternativas para contornar esses aborrecimentos, além de atualizações bem recentes projetadas pelo Meta para aprimorar a busca de arquivos e elevar a segurança das contas.
Como iniciar conversas sem adicionar contatos
Falar com alguém que está de fora da sua agenda telefônica exige um método que varia de acordo com o dispositivo utilizado. Para situações esporádicas, como uma negociação ou o contato com uma empresa local, inchar a lista do celular é totalmente desnecessário. Se você estiver no computador, a versão para navegador, o WhatsApp Web, oferece a ponte mais rápida. Você precisa abrir a barra de endereços do seu navegador de internet e digitar o link “wa.me/” ou “api. whatsapp .com/”, colocando logo na sequência o telefone desejado. O detalhe fundamental aqui é acertar a formatação numérica. O telefone precisa conter o código do país (no caso do Brasil, o 55) e o DDD da região (como o 11, se for para São Paulo). Ao apertar o Enter no teclado, a página exibe uma tela de confirmação. Um clique simples em “Enviar uma mensagem” abre o chat no mesmo instante.
A dinâmica sofre algumas alterações para quem prefere usar o smartphone. No sistema Android, a saída mais eficaz envolve o download de aplicativos de terceiros voltados para a criação de chats rápidos. Um dos mais testados e indicados, inclusive pela redação do Olhar Digital, é o WhatsApp Direct. A interface costuma ser direta ao ponto. No primeiro campo do app, o usuário insere o telefone e o DDD, lembrando que o código do país fica pré-selecionado no topo, mas permite alterações. Logo abaixo, há um espaço para digitar a mensagem em si. Tocar em “Send” redireciona o usuário para o mensageiro oficial. Caso a intenção seja enviar uma imagem logo de cara, o botão “Send media” cumpre essa função.
Esse mesmo aplicativo possui uma versão para iOS, permitindo que os donos de iPhone sigam exatamente o mesmo roteiro. Contudo, os aparelhos da Apple contam com um truque nativo bem peculiar, mesmo sendo mais limitado. A manobra consiste em digitar o número da pessoa no aplicativo Notas e salvar o arquivo. Depois de sair e reabrir a nota criada, basta tocar e segurar o dedo sobre a numeração por alguns segundos. O sistema logo sugere a opção “WhatsApp”. Essa via alternativa quebra um bom galho, mas possui uma grande limitação: ela serve estritamente para realizar ligações telefônicas pelo aplicativo, não permitindo o envio de mensagens de texto.
Filtros de mídia prometem poupar o tempo no iPhone
Enquanto os atalhos focam em agilizar o primeiro contato, as engrenagens de atualização do Meta estão trabalhando para organizar a bagunça dos chats já estabelecidos. Quem tem dificuldade de localizar uma imagem antiga no aplicativo vai aprovar a novidade que começou a dar as caras na versão para iOS. Trata-se de uma função extremamente prática de filtragem de mídias que já existia no sistema Android desde o outono de 2025 e que agora desembarca no ecossistema da Apple.
Antes dessa atualização, o usuário encontrava um cenário muito engessado no perfil de seus contatos. A divisão limitava-se a três blocos muito gerais: mídias mistas, links e documentos. Agora, a busca fica muito mais refinada e detalhista. Conforme noticiado pelo site WABetaInfo, os novos recursos de organização já podem ser vistos na versão beta 26.6.10.70 do WhatsApp para iOS. Os usuários que participam do programa de testes TestFlight já encontram botões dedicados individualmente para fotos, vídeos, stickers e GIFs. Os filtros clássicos de links e documentos seguem operando normalmente.
Em grupos grandes com alto fluxo de mensagens, essa capacidade de segmentar as buscas representa um ganho real de tempo. O aplicativo exibe apenas os itens que efetivamente já transitaram por aquela conversa. Se o usuário não tocar em nenhum filtro específico, o mensageiro continua mostrando o histórico completo de arquivos trocados com aquele contato. É importante ressaltar que essa seção do perfil não deve ser confundida com a galeria principal do seu aparelho. Aquela acionada pelo menu de anexos (o ícone de clipe de papel) serve para vasculhar e enviar absolutamente qualquer arquivo compatível armazenado na memória interna do smartphone.
Acesso às contas ganhará proteção por senha
As melhorias em desenvolvimento não se restringem à interface e à facilidade de uso. O quesito segurança também passa por uma blindagem pesada. Explorando o código da versão beta 2.26.7.8 para Android, desenvolvedores encontraram os moldes de um futuro sistema de proteção por senhas. Embora a ferramenta ainda não esteja ativa para o público, o funcionamento básico já é conhecido.
Uma vez liberado, o recurso exigirá a formulação de uma credencial de acesso seguindo regras estritas. A senha criada deverá ter um tamanho entre seis e vinte caracteres, incluindo obrigatoriamente letras e ao menos um número. Durante o processo de configuração, a própria plataforma medirá e informará o nível de força da palavra-passe escolhida.
O fluxo de entrada no WhatsApp dependerá diretamente das configurações prévias de cada perfil. Se o usuário nunca tiver habilitado a autenticação em duas etapas, a inserção dessa nova senha será o único requisito para liberar o acesso. O cenário fica mais protegido para quem já utiliza a verificação dupla. Nesse caso, a plataforma exigirá primeiro o clássico PIN de seis dígitos enviado via SMS e, logo na sequência, cobrará a digitação da senha recém-criada, dobrando a barreira contra acessos indevidos.